ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE EFLUENTES - ETEs

As estações de tratamento de efluentes implantadas (ou adequadas) pelos projetos da Engenho 9 proporcionam a depuração das águas residuárias em níveis inferiores aos limites estabelecidos para lançamentos na legislação ambiental vigente. As etapas selecionadas para tratamento dos diversos tipos de efluentes contemplam operações unitárias e processos físicos, físico-químicos e biológicos procurando estabelecer a melhor relação custo x benefício na seleção das tecnologias a serem aplicadas.

O desenvolvimento dos trabalhos deve contemplar as seguintes etapas:

Visitas técnicas e levantamentos de campo:seleção da área para implantação da ETE, levantamento topográfico, sondagem do terreno, coleta de efluentes e análises físico-químicas dos efluentes a serem tratados, etc;
Projeto conceitual, com o desenvolvimento do fluxograma com as etapas do tratamento selecionadas;
Projeto básico, com o dimensionamento das unidades da ETE definidas no projeto conceitual, com memorial de cálculo e definição em planta da arquitetura de cada unidade da ETE;
Projeto executivo, contemplando projetos estruturais, projetos hidráulicos, detalhamentos, especificações técnicas de componentes eletromecânicos, quantitativos de materiais e planilhas orçamentárias.

A partir do desenvolvimento dos projetos executivos pode ser dado início à implantação da ETE, com gerenciamento técnico das obras sendo realizado por profissionais habilitados, integrantes do quadro técnico da Engenho 9. Na partida e inicio de operação da estação de tratamento de efluentes, a Engenho 9 promove um treinamento para capacitação de pessoal, com o objetivo de transferência da metodologia de operação e monitoramento do sistema, com vistas ao atendimento à legislação ambiental vigente.

Unidades e periféricos das estações de tratamento de efluentes

Estações de tratamento de efluentes - Vista aérea

LINHA DE EQUIPAMENTOS PARA TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS

CÂMARAS DE SATURAÇÃO

Desenvolvida para o fornecimento de áqua residuária pressurizada com ar comprimido ao tanque de flotação.
FUNCIONAMENTO:
A câmara de saturação tem a finalidade de promover a mistura ar/despejos, antes de ser encaminhada ao tanque de flotação.
DADOS TÉCNICOS:
A câmara é dotada de diversos acessórios (manômetros, válvulas de segurança, ventosas) e estação de redução de pressão e controle de vazão.
CARACTERÍSTICAS:
Alta eficiência
Simplicidade operacional
Preço acessível
Baixa manutenção.
MODELO CS 25 42 72 88 105
CAPACIDADE (L) 250 415 720 875 1050
  VAZÃO (m3)/h 6,0 10,0 12,5 15,0 18,0
  Tempo detenção (min.) 2,5 2,5 3,5 3,5 3,5
  Ø DIÂMETRO (mm) 600 700 900 900 1000
  ALTURA ÚTIL (mm) 900 1075 1130 1375 1275
  ALTURA TOTAL (mm) 2150 2400 2500 2600 2600
MODELO CS 120 150 180 210 240
CAPACIDADE (L) 1200 1500 1800 2100 2400
  VAZÃO (m3)/h 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0
  Tempo detenção (min.) 3,6 3,6 3,6 3,6 3,6
  Ø DIÂMETRO (mm) 1050 1100 1200 1250 1300
  ALTURA ÚTIL (mm) 1385 1580 1590 1710 1810
  ALTURA TOTAL (mm) 2800 2800 2900 3200 3300
MODELO CS 270 300
CAPACIDADE (L) 2700 3000
  VAZÃO (m3)/h 45,0 50,0
  Tempo detenção (min.) 3,6 3,6
  Ø DIÂMETRO (mm) 1350 1400
  ALTURA ÚTIL (mm) 1890 1950
  ALTURA TOTAL (mm) 3400 3700

TANQUES DE FLOTAÇÃO

Desenvolvido para remoção de óleos e graxas e sólidos em suspensão, o sistema de flotação é empregado para o tratamento físico e físico-químico de efluentes hídricos industriais.
DADOS TÉCNICOS:
Para controle operacional do tanque de flotação são necessários os seguintes componentes:
Raspador de superfície
Moto redutor para o acionamento do redutor.
CARACTERÍSTICAS:
Os sistemas, tanto fornecidos em chapa metálica, como os de concreto, são facilmente adaptados em tanques existentes.
MODELO TF 12 13 14 15 16
CAPACIDADE (m3) 12,0 13,0 14,0 15,0 16,0
  VAZÃO MÉDIA (m3)/h 6,0 7,6 10,6 12,5 13,3
  Área supercicial (m3) 4,0 4,35 4,71 5,00 5,53
  Taxa média de aplicação (m3/m2.d) 36,0 42,0 54,0 60,0 60,0
  Ø DIÂMETRO (mm) 2255 2350 2450 2525 2605
  Profundidade útil (mm) 2500 2500 2500 2500 2500
Profundidade total (mm) 3500 3500 3500 3500 3500
Carga superficial (m3/h.m2) 1,5 1,75 2,25 2,50 2,50
MODELO TF 17 18 19 20 25
CAPACIDADE (m3) 17,0 18,0 19,0 20,0 25,0
  VAZÃO MÉDIA (m3)/h 14,2 15,0 15,8 16,7 20,8
  Área supercicial (m3) 5,67 6,0 6,33 6,67 8,33
  Taxa média de aplicação (m3/m2.d) 60,0 60,0 60,0 60,0 60,0
  Ø DIÂMETRO (mm) 2686 2765 2840 2915 3250
  Profundidade útil (mm) 2500 2500 2500 2500 2500
Profundidade total (mm) 3500 3500 3500 3500 3500
Carga superficial (m3/h.m2) 2,50 2,50 2,50 2,50 2,50
MODELO TF 30 35 40 45 50
CAPACIDADE (m3) 30,0 35,0 40,0 45,0 50,0
  VAZÃO MÉDIA (m3)/h 25,0 29,2 33,3 37,5 47,7
  Área supercicial (m3) 10,0 11,67 13,33 15,0 16,67
  Taxa média de aplicação (m3/m2.d) 60,0 60,0 60,0 60,0 60,0
  Ø DIÂMETRO (mm) 3570 3855 4120 4370 4607
  Profundidade útil (mm) 2500 2500 2500 2500 2500
Profundidade total (mm) 3500 3500 3500 3500 3500
Carga superficial (m3/h.m2) 2,50 2,50 2,25 2,50 2,50